Adeus, primeira classe? As novas ‘super suítes’ que estão transformando a classe executiva

Adeus, primeira classe? As novas ‘super suítes’ que estão transformando a classe executiva
Adeus, primeira classe? As novas ‘super suítes’ que estão transformando a classe executiva. (British Airways)

Durante anos, a primeira classe ocupou praticamente sozinha o topo da hierarquia das viagens aéreas comerciais. Mas uma nova geração de cabines está tornando essa divisão muito menos óbvia. Algumas companhias aéreas estão transformando as melhores poltronas de suas classes executivas em verdadeiras super suítes, com mais espaço, portas, camas, telas gigantes e serviços que antes pertenciam quase exclusivamente à primeira classe.

A tendência vem sendo chamada informalmente de “business class plus” e representa uma nova corrida pelo passageiro disposto a pagar mais por privacidade e conforto — mas não necessariamente por uma passagem de primeira classe.

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Como destaca a Robb Report, as companhias perceberam que existe espaço para criar uma experiência intermediária: superior à executiva convencional, mas integrada à mesma cabine.

United Polaris Studio eleva o padrão nos Estados Unidos

Um dos exemplos mais recentes vem da United Airlines.

A companhia criou a Polaris Studio, uma versão ainda mais exclusiva de sua classe executiva, instalada em posições privilegiadas da cabine de determinados Boeing 787-9.

As suítes oferecem cerca de 25% mais espaço do que os assentos Polaris convencionais e são equipadas com telas OLED 4K de 27 polegadas. Algumas também possuem um otomano com cinto de segurança, permitindo que outro passageiro se sente em frente ao ocupante durante uma refeição ou conversa.

A experiência vai além do assento. O serviço premium inclui elementos tradicionalmente associados à primeira classe internacional, como caviar Ossetra e champanhe Laurent-Perrier Cuvée Rosé.

É justamente essa combinação que mostra como as fronteiras entre executiva e primeira classe estão ficando cada vez mais difíceis de definir.

American Airlines
American Airlines

O luxo está concentrado nas melhores fileiras

A lógica das novas super suítes é relativamente simples.

Em vez de transformar toda a cabine executiva em um produto ainda mais caro e espaçoso, as companhias podem aproveitar determinadas áreas do avião — especialmente a primeira fileira — para criar assentos maiores e mais exclusivos.

O passageiro continua comprando uma experiência de classe executiva, mas pode pagar um adicional para ocupar uma espécie de “suíte premium dentro da executiva”.

Essa estratégia também permite que as empresas ofereçam diferentes níveis de luxo dentro de uma mesma cabine.

A executiva já havia invadido o território da primeira classe

A transformação não surgiu agora.

Nas últimas décadas, a classe executiva passou de uma versão melhorada da econômica para um produto com camas totalmente horizontais, acesso direto ao corredor e, em diversas companhias, portas individuais. A British Airways, por exemplo, foi pioneira na introdução de uma cama totalmente horizontal na executiva no início dos anos 2000.

A Qatar Airways levou o conceito ainda mais longe com a Qsuite, cuja configuração permite criar espaços privados com portas e até combinar assentos centrais para passageiros viajando juntos.

Agora, a próxima disputa parece estar acontecendo dentro da própria classe executiva.

Mais privacidade, espaço e exclusividade

Para o viajante de luxo, o grande atrativo das chamadas super suítes não está apenas na metragem adicional.

A possibilidade de fechar uma porta, receber um serviço mais personalizado e ter um espaço que se aproxima de um pequeno ambiente privado muda completamente a percepção de uma viagem de longa distância.

E existe também uma questão estratégica para as companhias.

A primeira classe continua sendo um produto extremamente caro e restrito a determinadas aeronaves e rotas. Criar algumas super suítes dentro da executiva permite oferecer um nível superior de exclusividade sem dedicar uma cabine inteira a poucos passageiros.

O futuro da classe executiva pode parecer uma primeira classe

O movimento sugere que a tradicional divisão entre econômica, executiva e primeira classe está se tornando mais sofisticada.

No topo, surge uma nova camada de produto destinada justamente ao viajante que considera uma boa classe executiva insuficiente, mas não precisa — ou não quer pagar — por toda a estrutura da primeira classe.

O resultado são suítes maiores, mais privadas e com serviços cada vez mais sofisticados.

Fonte: Robb Report

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